Iapar 59

ORIGEM

Originou-se do cruzamento entre a cultivar Villa Sarchi CIFC 971/10 e o Híbrido de Timor CIFC 832/2, realizado no Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro (CIFC), em Portugal, onde recebeu a denominação de H 361. A geração F2 (H 361-4) foi recebida pelo IAC que a denominou LC 1669. Em 1975, o IAPAR recebeu do IAC a geração F (LC 1669 Ep127 3 cv.506), que passou a ser denominada de PR 75163. A progênie PR 75163-22, na geração F , destacou-se nos ensaios realizados pelo IAPAR nos municípios de Londrina, Loanda e Carlópolis, no Paraná, dando origem à cultivar IAPAR 59.
 

CARACTERÍSTICAS

A cultivar IAPAR 59, segundo análise efetuada no CIFC, apresenta resistência completa à ferrugem-do-cafeeiro, sendo resistente a todas as 45 raças de Hemileia vastatrix. Assim, possui a característica rara de resistência completa duradoura à ferrugem, que vem se mantendo desde 1975, isto é, por mais que 30 anos. Apresenta porte mais baixo, menor diâmetro e volume de copa que a Catuaí, permitindo que ela seja utilizada em plantios adensados. Possui brotos de cor predominantemente bronze, com pequeno percentual de brotos verdes, frutos vermelhos com maturação medianamente precoce, grãos de bom tamanho (peneira média 16, maior que a da cultivar Catuaí) e qualidade de bebida semelhante à da 'Bourbon Vermelho'. Em sistema adensado possui produtividade superior a ‘Catuaí’. Cultivar com maior precocidade de produção que a Catuaí e maturação mais uniforme. É bastante produtiva durante os primeiros anos de cultivo, mas pode apresentar intensa seca de ramos se plantada em espaçamento convencional que induza a uma alta produtividade por planta e em regiões quentes. Em regiões de temperaturas amenas e em espaçamentos adensados que induz a uma alta produtividade por hectare com baixa produtividade por planta, proporciona altos lucros por economia de agrotóxicos, menor custo por saca e maior produtividade. É igualmente suscetível ao minador das folhas, como as cultivares tradicionais, mas apresenta alta tolerância, suportando maiores níveis de folhas minadas sem desfolhar.
 
 

RECOMENDAÇÕES DE PLANTIO

Preferencialmente indicada para regiões mais frias e chuvosas, como as de Ibaiti, Santo Antonio da Platina, Bandeirantes, Cornélio Procópio, Londrina, Assaí, Apucarana, Ivaiporã e Campo Mourão, no estado do Paraná, por amadurecer mais precoce e uniformemente que as cultivares do grupo Catuaí, antecipando a colheita e escapando do dano das geadas precoces sobre os frutos verdes. É indicada para plantios adensados e superadensados, devido ao pequeno porte, resistência à ferrugem e para evitar o excesso de produção por planta, diminuindo a seca de ramos após a colheita. Deve ser plantada, preferencialmente, nas partes altas da propriedade, onde o calor e a geada do tipo irradiação ou geada branca são menos intensos. Em torno do quinto ano de colheita, recomenda-se iniciar podas programadas. Em outras regiões do Brasil de altitudes mais elevadas, com temperatura média anual entre 18º e 20ºC e chuvas suficientes entre setembro e maio, em cultivo adensado mecanizado de 2,8m entre as fileiras x 0,5m para grandes propriedades e 2,0m x 0,7m para pequenas propriedades, tem boas possibilidades de cultivo. Nas áreas de baixas altitudes, abaixo de 500m, com temperatura média anual acima de 21oC, só é viável o seu cultivo com sistema que dê melhor suprimento de água no solo (matéria orgânica, cobertura morta, arborização e enxertia sobre porta enxertos de Coffea canephora).
 

FICHA TÉCNICA

PORTE Baixo
COPA Cônica
DIÂMETRO DA COPA Médio
COMPRIMENTO DE INTERNÓDIO Curto
RAMIFICAÇÃO SECUNDÁRIA Abundante
COR DAS FOLHAS JOVENS Bronze (predominante) e verde
TAMANHO DA FOLHA Médio
COR DO FRUTO MADURO Vermelha
FORMATO DO FRUTO Oblongo
TAMANHO DA SEMENTE Médio
FORMATO DA SEMENTE Curto e largo
CICLO DE MATURAÇÃO Precoce a médio
ONDULAÇÃO DA BORDA DA FOLHA Pouco ondulada
RESISTÊNCIA À FERRUGEM Altamente resistente (imune)
RESISTÊNCIA A NEMATÓIDE Resistente a M. exigua
VIGOR Médio
QUALIDADE DA BEBIDA Boa
PRODUTIVIDADE Alta